por Ivoneide Caetano
Ser mulher na política é carregar nas mãos o peso e a beleza de muitas jornadas. É acordar cedo para cuidar da família e, ao mesmo tempo, cuidar do povo. É preparar o café e logo depois preparar o voto que pode transformar a vida de milhares de brasileiros. Sou mãe, avó e esposa. Cada um desses papéis me ensina o valor da escuta, da paciência e da força silenciosa que move o mundo. Aprendi que o amor que temos em casa é o mesmo que deve nos guiar no serviço público: amor pelo outro, vontade de ver crescer, de proteger e de construir um futuro mais digno.
Na Câmara dos Deputados, defendo com firmeza a indústria nacional e os direitos dos trabalhadores, porque acredito que desenvolvimento e justiça social caminham juntos. Cada projeto que voto é uma escolha feita com consciência, responsabilidade e coração, sempre tentando acertar, mesmo sabendo que nem sempre vou agradar a todos. Enfrentar críticas faz parte do caminho. Elas doem, mas também fortalecem. O que me sustenta é saber que, no fim do dia, cada decisão tomada com amor e compromisso público pode se refletir no sorriso de uma família, na oportunidade de um trabalhador, na esperança de um jovem. É quando vejo as pessoas felizes que encontro sentido em tudo isso.

Ser mulher na política é provar todos os dias que sensibilidade também é força. É seguir em frente, mesmo cansada, com fé e coragem, acreditando que cuidar das pessoas, dentro e fora de casa, é o ato mais transformador que alguém pode exercer.
